A manhã no Amedo desperta envolta num silêncio profundo, interrompido apenas pelo estalar suave da lenha que começa a arder nas lareiras.
Sob um céu carregado e baixo, a neblina desce preguiçosamente pelas encostas, abraçando a aldeia e fundindo as montanhas num horizonte indistinto de tons acinzentados.
O frio corta o ar, mas a paisagem aquece o olhar: das chaminés erguem-se finas colunas de fumo que anunciam o início da vida doméstica, enquanto o verde húmido das oliveiras e dos campos contrastam com o tom dos telhados tradicionais.
É um cenário de uma paz absoluta, onde o tempo parece avançar num ritmo diferente, convidando-nos a respirar fundo e a apreciar a beleza crua e autêntica desta nossa aldeia transmontana que resiste, serena, ao rigor do inverno.

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